Plano de Trabalho

PROGRAMA / PROJETO:

Projeto I

Atendimento Ambulatorial Neuro Funcional

A. Atendimento em Reabilitação Neuro Funcional
INTRODUÇÃO

É notório a falta de critérios fundamentados, dentro da reabilitação neurológica, para o estabelecimento do sucesso terapêutico quando se refere ao paciente com distúrbio neuromotor. A principal dificuldade da reabilitação neurológica reside na falta de visão para o estabelecimento de metas capazes de transformar uma ação motora numa função útil aplicada no dia-a-dia e capaz de permitir a estrutura interior necessária para conquista da cidadania. Vê-se muito claramente o estabelecimento de objetivos voltados principalmente para o estabelecimento de habilidades comparadas ao que é considerado normal.

Numa visão mais ampla, buscamos apresentar uma forma de aumentar as possibilidades de resultado funcional a partir de um mesmo espectro de capacidades, enfatizando no trabalho com pontos controles, direcionamentos de valores, foco no resultado, metas e objetivos de curto, médio e longo prazo, dentro de um sistema operacional multi-profissional.

Desta maneira, ao se referir ao individuo em tratamento, é extremamente necessário olhá-lo como um todo, e não apenas em relação a si mesmo em comparação ao que é normal, mas sim em relação ao que o mesmo pode realizar em condições tão particulares quanto ele é único.


DESENVOLVIMENTO

A Reabilitação Neuro Funcional enquanto área de atuação estabelece um quadro de relações com as que com ela partilham os atributos fundamentais para o desenvolvimento de habilidades motoras específicas voltada para a funcionalidade.

O desenvolvimento prático da função é percebido na qualidade do produto fim, que é traduzido por ações motoras que permeiam um determinado grau de independência funcional máximo, em acordo com características inerentes a cada pessoa, respeitando limites físico e clínico, inter-relacionando o desejo, a necessidade e a possibilidade.

O essencial do valor dessas relações reside nos aspectos particulares da Fisioterapia, Fonoaudiologia, psicologia e da Terapia Ocupacional materializado no conjunto de atributos e riquezas patrimoniais bem específicas, que não podem ser promovidas por qualquer outra área na promoção da prevenção e reabilitação, sendo que, este último, pode assumir características assistências de tratamento para cura ou para o desenvolvimento de novas estratégias motoras funcionais.

Trata-se, como em muitas outras facetas do desenvolvimento humano, da partilha geracional de um conjunto de aquisições de habilidades físicas, motora e sensorial, porém, também sociais (interação, integração, ...), relevantes ao processo de conquista da autonomia do indivíduo. A reabilitação parte por princípio da referente atuação sobre o corpo em atividades físicas direcionadas, visando à habilitação ou a reabilitação, orientada pela necessidade e potencialidade, em sua vertente de construção individual e facilitação do processo de integração perante a sociedade.

Na diversidade da estruturação operada, em constante mutação (a experimentação, a aprendizagem, a aquisição, a adaptação e a otimização dos processos sensório-motores), resulta um processo de desenvolvimento de habilidades e potencialidades invariavelmente inacabado e imperfeito, porém, contínuo.

Olha-se, portanto, para este percurso de desenvolvimento como uma luta contra o analfabetismo motor e a negligência funcional, no qual buscará a melhor adequação em razão da necessidade vigente a partir da progressiva integração de um conjunto de atitudes, hábitos, habilidades, capacidades, experiências, conhecimentos, motivação e limites que residem no âmbito da Reabilitação Neurofuncional no tratamento dos Distúrbios Físicos Neuromotores.

Este percurso obriga à aquisição de competências em diferentes domínios e matérias próprias da Reabilitação, num claro sinal de ampliação das experiências motoras vividas durante o processo de desenvolvimento e aquisição das habilidades motoras funcionais, como pano de fundo para a busca de melhorias constantes no desempenho neuromotor até a conquista da autonomia e manutenção do bem-estar e saúde.

Neste quadro, se associam um conjunto de finalidades formadoras de todo o plano terapêutico com seus devidos e bem direcionados objetivos (de curto, médio e longo prazo), que garante orientações particulares e coletivas, por exemplo familiar, desenvolvimento de habilidades motoras funcionais, estática e dinâmica, para a conquista da independência funcional.

Na perspectiva de desenvolver habilidades motoras específicas para a independência funcional, conquista de autonomia, bem-estar e saúde, temos:

• Melhorar a qualidade e a quantidade de movimentos realizados de acordo com a necessidade funcional vigente;

• Promover a capacitação em movimentos de caráter funcional utilizáveis em tarefas cotidianas e desportivas (paradesporto);

• Orientar a respeito da importância do estimulo ao uso funcional das habilidades aprendidas, que visa não apenas a manutenção das capacidades físicas adquiridas, mas também o auto-desenvolvimento das adaptações necessárias;

• Assegurar a motivação para a aprendizagem de um conjunto de habilidades motoras, através da prática de:
Atividades reabilitacionais propriamente ditas, na sua dimensão metodológica (técnica, tática, regulamentar e organizativa, por exemplo, atendimento convencional, individual );

Atividades reabilitacionais expressivas (reabilitação lúdica, recreacional / desportiva) na sua dimensão metodológica (técnica, composição e interpretação, por exemplo, atendimento em grupo);

 Atividades reabilitacionais adaptativas de exploração do meio ambiente (natureza, diferentes locais, atividades extras com estímulo cultural) na sua metodologia de aplicabilidade (técnica, organizativa, interativa, ecológica, informativa e formativa) estimulando o livre acesso e o desafio a vencer barreiras “arquitetônicas” por si mesmo;

• Estimular o encorajamento para a realização de atividades mais complexas e interativas, como jogos, competições, brincadeiras, que necessitam de uma presença física mais evidente, bem como a vontade motivadora de conseguir um resultado positivo;

• Promover o gosto pela prática do regular da atividade reabilitacional, buscando de maneira variável, e de acordo com o entendimento, salientar a compreensão da importância do tratamento na dimensão individual e social (autonomia, independência funcional, bem-estar, saúde, cultura, sociabilidade, integração);

• Promover a formação de habilidades motoras para auxiliar a construção e estruturação de hábitos, atitudes e conhecimentos relativos à interpretação e participação social no seio das quais se desenvolvem as atividades cotidianas valorizando principalmente:

O desenvolvimento e a aquisição de habilidades motoras específicas, adaptada ou não, voltada para função;
·      O uso da capacidade residual funcional e a demonstração da sua importância para a sociedade;
·      A iniciativa e a responsabilidade pessoal, a cooperação e a solidariedade;
·      A ética;
·      A higiene;
·      A segurança pessoal e coletiva;
·      A consciência cívica na preservação das condições de realização das atividades reabilitacionais, em especial a qualidade do ambiente.


De uma maneira geral, no âmbito das Competências em Reabilitação Neurofuncional, coexistem competências individuais e coletivas, que são adquiridas através da interação entre o terapeuta e o paciente (indivíduo), mas também entre os próprios pacientes em atividades de grupo. As Competências essenciais em Reabilitação Neurofuncional são desenvolvidas inseridas num contexto de atividades, com forte objetivo de capacitar funcionalmente (habilitar ou reabilitar), qualitativa e quantitativamente adequada pela necessidade vigente de cada individuo ou grupo. Essas atividades se caracterizam por situações constantes de descoberta e desafios pessoais e coletivos capazes de promover o seu desenvolvimento físico e mental, tais como:

• A experimentação vivida (Pessoal e Social: estímulos físicos, sensoriais, afetivos e cognitivos);
·      A interação com o meio, com outros;
·      A armazenagem da Informação;
·      A reprodução da Ação (Aprendizagem);
·      A aquisição do domínio;
·      A superação (Independência funcional);
·      O aperfeiçoamento (adequar e adaptar);
·      A otimização (Potencialização da Performance Motora);
·      A responsabilidade;
·      A autonomia

METODOLOGIA

Seguindo este caminho, para visualizarmos a aplicabilidade prática de um sistema de avaliação e acompanhamento das Competências em Reabilitação Neurofuncional, é necessário, primeiramente, ter o controle pleno sobre a efetividade da propedêutica realizada, e estar pronto para indicar quais novas estratégias e metas deverão se delineadas para obtenção de um resultado mais satisfatório.

Aqui vale lembrar que este modo de organizar o acompanhamento da evolução do individuo na sua interação com os meios internos e externo não substitui a avaliação terapêutica intra-setorial (anamnese e exame físico específico), com certeza, muito mais detalhada. Outro ponto que deve ser salientado é a necessidade de se manter o olhar globalizado sobre o individuo, e assim, esta se torna uma ferramenta de uso em trabalho multi-profissional, onde todas as competências se integram para gerar um ser mais capacitado para conseguir seu direito de poder exercer a cidadania e chegar a realização pessoal e profissional, com isso, podem ser incluídos outros aspectos que norteiam o desenvolvimento do ser humano, como seu desempenho em competências acadêmicas, profissionais e desportivas.

Desta maneira, partimos do estabelecimento de critérios universalizados qualitativos (vide tabelas 1 à 8 em anexo), previamente padronizados, de competências para o desempenho de papeis funcionais (ações motoras direcionadas, atitudes e comportamento), aqui chamado de pontos chaves de controle. Para cada critério existem subitens que detalham as maneiras como o individuo pode se apresentar perante uma avaliação profissional. O profissional relaciona o comportamento percebido a uma escala funcional e interativa, composta de aspectos práticos (objetivos) e subjetivos, e assim, equivale para cada percepção da função apresentada valores numéricos pré-estabelecidos respeitando uma ordem crescente de atributos numéricos em razão do seu melhor desempenho.

Analisamos o individuo como um todo, em relação a si mesmo, mas também em relação ao meio social ao qual este participa e se relaciona, sempre respeitando sua unicidade e as diferenças entre outros indivíduos (uso de recursos auxiliares – cadeira de rodas, órteses, próteses - ou não), levando em consideração somente o aspecto mais relevante para nós terapeutas, isto é, a sua capacidade de realizar ações funcionais.

Estabelecer metas de caráter funcional e útil à vida cotidiana dos indivíduos, e trilhar por caminhos múltiplos, às vezes redefinido, porém adequados, é o principal diferencial nesta nova forma de enxergar a reabilitação. Com a visão de manter o foco no resultado, isto é, conquista da cidadania e busca pela realização do individuo, somos forçados seguir uma programação mínima voltada para as necessidades, desejos e possibilidades do individuo para conseguir alcançar suas conquistas, desenvolvendo habilidades e competências, a partir dos vários e diferentes instrumentos e meios que podem levar o individuo a concretizar seu plano de vida e nosso plano terapêutico.

Para isso devemos respeitar as metas propostas no estabelecimento da estratégia para curto, médio e longo prazo, mas também seguir os redirecionamentos estratégicos. A forma como este modelo de avaliação e acompanhamento é simples, e amplamente usada no mundo empresarial.

Segue a seguir a apresentação dos critérios e seus respectivos subitens que servirão de pontos controle e direcionadores de ação quando avaliados:

1- Avaliação Qualitativa Funcional Motora:
Controle Voluntário Axial (Cabeça e Tronco)
Controle Voluntário de MMSS (Cintura Escapular, Braço/Antebraço e Mãos/Quirodáctilos)
Controle Voluntário de MMII (Quadril, Coxa/Perna, Tornozelo/Artelhos)

2- Avaliação Qualitativa do Grau de Independência Funcional nas AVD´s:
Higiene Pessoal
Banho
Higiene Íntima
Aparência
Alimentação
Vestuário

3- Avaliação Qualitativa do Grau de Independência Funcional nas AVP´s:
Rotineiras e Auxiliares (leitura, uso de telefone, ...)
Especiais (atividade esportiva, acadêmica, profissionalizante e profissional)

4- Desenvolvimento das Habilidades Motoras:
Abertura a experimentação e vivências corporais
Capacidade de Interagir com as Atividades
Capacidade de Perceber e Reproduzir a Experimentação Vivida pelo Corpo
Capacidade de Organizar e Armazenar a Informação Dada
Capacidade de Utilizar a Informação Aprendida em Tarefas Cotidianas
Capacidade de Potencializar o ato Motor (Otimizar a Performance Motora)

5- Relacionamento com o Terapeuta:
Cooperação com as Tarefas Solicitadas
Participação Ativa nas Tarefas
Envolvimento com as Atividades
Motivação para desenvolver as Atividades propostas
Desenvoltura nas Atividades
Criatividade
Autonomia

6- Relacionamento com Outros (familares, colegas, sociedade, ...):
Relacionamento Interpessoal (Grupo)
Cooperação com Outros
Capacidade de se Comunicar

7- Promoção de Autonomia:
Capacidade de Resolução de Problemas
Capacidade de Interagir e Decidir sobre Aspectos Relevantes e Pertinentes a sua Vida
Grau da Exigência de Responsabilidades sobre o Indivíduo
Capacidade de Liderança

8- Hábitos e Comportamentos apresentados frente as Orientações prestadas:
Estilo de Vida Saudável
Apoio dos Responsáveis
Capacidade de Promover Bem-estar
Capacidade de Garantir Segurança Pessoal
Capacidade de Promover Segurança Coletiva


Considerando que esta é uma ferramenta de gerenciamento das Competências em Reabilitação, ela se torna de grande valia para aquele profissional que quer e consegue enxergar o que seu paciente pode conseguir realizar, e de uma forma muito prática e efetiva, auxilia também na definição dos direcionadores de valores, que como o próprio nome diz, dá a direção, o rumo terapêutico que o individuo precisa e ou pode, sempre respeitando a sua vontade.

Todo forma de trabalho precisa estar plenamente embasado num planejamento, que possui inicio, meio e fim, e entre esse espaço cronológico, deve haver pontos de controle para que seja alarmado, o quanto antes, possíveis desvios do resultado esperado, outrora definido como a meta final. Buscamos com essa ferramenta potencializar os efeitos benéficos da terapia, a partir de um trabalho focado no desempenho funcional, e estrategicamente respeitando o direcionamento e os objetivos de curto, médio e longo prazo, com uma finalidade bem definida, que é promover a autonomia, a saúde e o bem-estar do paciente.


B. ESTIMULAÇÃO PRECOCE (0 a 6 anos)

A estimulação precoce tem como objetivo aprimorar e intensificar o desenvolvimento motor de crianças a partir de seu nascimento, potencializando o aproveitamento da sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao meio ambiente.
O brincar permite praticar e dominar muitas habilidades necessárias para o crescimento e o desenvolvimento futuro. A estimulação precoce pode fazer a diferença em uma idade mais avançada da criança, principalmente em bebês considerados de risco.
Os bebês de risco são crianças com maior probabilidade de apresentar distúrbios no desenvolvimento, devido a intercorrências pré, peri e pós-natais.
Dentre os principais fatores de risco estão à prematuridade e o baixo peso ao nascimento, que também aumentam o risco de complicações respiratórias e seqüelas neurológicas.
Diante disso, a APAE/Búzios criou o Programa de Estimulação Precoce, cujos objetivos são:
  • Avaliar e acompanhar o desenvolvimento neuropsicomotor e do sistema respiratório de bebês e crianças de 0 a 6 anos;
  • Orientar os pais ou responsáveis quanto aos estímulos que facilitarão o desenvolvimento da criança;
  • Detectar precocemente possíveis anormalidades ou atrasos no desenvolvimento, intervindo com terapias que favorecem a qualidade de vida a longo prazo dessas crianças.

RECURSOS HUMANOS: Equipe Multidisciplinar Terapeutica

Fonoaudiologia
Psicologia
Terapia Ocupacional
Fisioterapia Respiratoria
Fisioterapia Neuro Funcional
Assistente social
Educador físico

1.1- FONOAUDIÓLOGA

A Fonoaudióloga acompanha crianças com alterações no desenvolvimento motor oral e da linguagem. O objetivo é adequar o sistema motor oral para as funções estomatognáticas: sucção, deglutição, mastigação, respiração e fala.
A linguagem é um fator primordial da nossa terapia. É realizado um trabalho incluindo o método de comunicação alternativa e/ou suplementar, que favoreça diversas possibilidades comunicativas, considerando a especificidade de cada criança.
O envolvimento da família é essencial. São realizadas orientações aos pais em grupo e/ou individualmente, dando continuidade, no ambiente familiar, à terapia proposta.
                  
Procedimentos Realizados                                     
·         Avaliações e devoluções
·         Follow-Up
·         Atendimento em estimulação Precoce (0 a 6 anos)
·         Atendimento Ambulatorial de Fonoaudiologia Geral (a partir de 07 anos)
·         Reavaliações ( 6/6 meses)
·         Estudo de caso
·         Orientações Familiares

 Tipos de Atendimentos

·         Individual   
·         Grupo

 Avaliações e Devoluções
                  
Visa avaliar a área da comunicação oral e gráfica,audição,funções neuro-vegetativas e OOFAA,com testes específicos da área.Após a avaliação é dada  a devolução para os responsáveis elegendo ou não para o setor.

Follow – Up
       
Tem por objetivo detectar o mais precocemente os desvios do desenvolvimento global e intervir ou tratar o mais cedo possível bebês de risco ou prematuros oriundos de UTINs.

                 
Atendimento em Estimulação Precoce ( 0 a 6 anos)  

Visa proporcionar a criança nos seus primeiros anos de vida experiências significativas para alcançar pleno desenvolvimento no seu processo evolutivo , prevenindo , detectando, minimizando ou compensando suas deficiências e seus efeitos.

Objetivos Específicos:
·         Estimular a percepção de estímulos sensoriais:visuais , auditivos , gustativos , olfativos , táteis , termo-álgicos , cinestésicos e proprioceptivos
·         Desenvolver a coordenação e o controle para sugar e deglutir líquidos
·         Incentivar a localizar a fonte auditiva
·         Controlar vícios e estereotipias nocivas a linguagem
·         Estimular respostas a sons guturais e/ou balbucios
·         Estimular a criança a atender seu nome
·         Incentivar a distinguir expressões faciais e vocais
·         Desenvolver o controle e a coordenação para sugar e deglutir em copo e com canudo
·         Estimular o segurar a mamadeira e usar as mãos para se alimentar
·         Desenvolver a coordenação  e o controle para deglutir alimentos pastosos com  uso de colher
·         Estimular o reconhecimento e identificação de sons onomatopaicos e ambientais
·         Estimular a repetição de sons linguodentais e labiais
·         Desenvolver a coordenação e o controle para mastigar e morder alimentos semi-sólidos
·         Desenvolver as primeiras reações  de alimentar-se sozinho  ( a criança apanha pequenos pedaços de alimentos com os dedos e leva a boca )
·         Estimular a obedecer ordens simples como: não, dá , tira , põe ...
·         Estimular a emitir nomes dos familiares como: mama , papa , tatá ...
·         Desenvolver o controle e a coordenação para sugar líquidos em copo comum
·         Estimular a coordenação viso-motora
·         Desenvolver o sopro
·         Estimular obedecer ordens simples envolvendo ações como : venha aqui, levanta , senta, etc...
·         Estimular a criança a identificar – se
·         Desenvolver o controle e a coordenação para mastigar e morder sólidos
·         Estimular o contato com outras crianças sem a interferência da mãe
·         Orientar a mãe para substituir gradativamente mamadeira por copo
·         Estimular o início de independência no ato de alimentar-se
·         Estimular o conhecimento de formas
·         Estimular a expressar suas necessidades , desejos ( fala, gestos)
·         Estimular o reconhecimento das partes do corpo ( esquema corporal)
·         Follow – Up
·         Orientação familiar
        
Atendimento Ambulatorial de Fonoaudióloga Geral

Visa atuar diretamente na área das pertubações da linguagem, fala e audição, proporcionando ao paciente a utilização máxima do potencial para a comunicação.

Objetivos Específicos:
·         Conversa informal,estabelecendo entrosamento terapeuta paciente.
·         Esquema corporal,visando representação relativamente global,científica e diferenciada de seu próprio corpo;
·         Imagem corporal,visando a percepção de suas partes do corpo e estas partes como um todo.
·         Conceito corporal,trabalhamos o conhecimento intelectual que se tem do próprio corpo,o conhecimento de diferentes partes do corpo e suas funções;
·         Orientação temporo-espacial,fornecendo noção de velocidade,comparação da velocidade,continuidade e irreversibilidade,simultaneidade e sucessão dos diferentes momentos do tempo;
·         Coordenação dinâmica geral e específica,faz com que a tenha controle suficiente,a confiança indispensável à educação das formas mais diferenciadas da motricidade;
·         Estimular Percepção visual
·         Estimular Coordenação viso-motora:
·         Memória visual
·         Memória seqüencial visual
·         Constância de percepção visual
·         “Figura–fundo visual
·         Percepção auditiva
·         Memória auditiva
·         Memória seqüencial auditiva
·         Constância da percepção auditiva
·         Localização auditiva
·         identificação auditiva
·         discriminação auditiva
·         atenção auditiva análise- síntese auditiva
·         ritmo
·         exercícios de linguagem
·         organização do pensamento
·         exercícios respiratórios
·         exercícios orofaciais
·         Estimular o uso do padrão correto de deglutição, sucção, mordida e mastigação;
·         Estabelecer o tipo e modo de respiração corretos;
·         Proporcionar a adequação do sistema sensório – motor- oral;
·         Eliminar hábitos nocivos à deglutição correta ( chupeta , onicofagia, sucção de dedo,etc...);
·         Desenvolver a discriminação auditiva,visual, tátil,olfativa;
·         Desenvolver a orientação espacial, orientação temporal,coordenação viso-motora,coordenação motora fina, a síntese, a análise, a análise e síntese;
·         Estimular o aumento do vocabulário e a organização do pensamento;
·         Orientação familiar.


   Orientações familiares
 Visa oferecer informações básicas sobre como conhecer e perceber os maus hábitos orais que podem acarretar processos de malformações e alterações das funções orais: deglutição,mastigação,respiração e articulação da fala informamos quanto ao desenvolvimento da linguagem da criança, e a orientação e esclarecimento sobre as conseqüências do atraso na aquisição e no desenvolvimento da linguagem ,procedimentos a serem adotados quanto a impossibilidade ou dificuldade na comunicação do indivíduo por causas neurológicas,orgânicas,psicológicas,sociais ou por multi-causalidades,bem como o direcionamento das condutas que possam facilitar o desempenho da criança.


                                       
1.2- PSICOLOGIA
O trabalho da Psicologia na APAE/Búzios inicia-se com o acolhimento dos pais que chegam à instituição. O setor recebe estes pais informando-os sobre a importância da estimulação precoce nas crianças que apresentam algum atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, enfatizando sobre a importância da família no tratamento dessas crianças, bem como, o processo de adaptação que elas irão vivenciar.
Após este momento, realiza-se uma escuta inicial da família com o intuito de adquirir informações acerca do desenvolvimento global da criança e conhecer as expectativas e aceitação dos pais/cuidadores em relação ao tratamento e a problemática do filho, dando-lhes o suporte emocional possível naquele momento.
O psicólogo também atua orientando as famílias atendidas na APAE/Búzios e acompanha as crianças nos seus aspectos comportamentais, sociais, afetivo-emocionais e cognitivos. Em alguns casos específicos, o psicólogo poderá aplicar a Escala Bayley de Desenvolvimento, com o objetivo de avaliar o aspecto cognitivo de crianças de 0 a 42 meses de idade
A condução do trabalho psicológico será viabilizada através do discurso ou do lúdico, para que o paciente possa intervir no desenvolvimento comportamental e emocional; como tambem expressar suas angústias e aflições.
Importante ressaltar que o atendimento será realizado à crianças, adolescentes, adultos e familiares.
           
1.    Atendimento Ambulatorial:
·         Anamnese;
·         Avaliação;
·         Entrevistas com os Pais e/ou Responsáveis (Orientação familiar);
·         Reavaliação;
·         Entrevistas com a Escola de ensino regular que o assistido estiver inserido.
           
O atendimento será individual, ocorrendo semanalmente pelo período de 30 minutos. O atendimento também poderá ocorrer em grupo de acordo com a demanda.

2. Atendimento à Família:
·       Encontros com os Pais e/ou Responsáveis;
·       Visitas domiciliares.

3.    Atuação nas Escolas Públicas, Particulares e Apae:
·           Orientação à professores;
·           Orientação à Equipe pedagógica;
·           Reunião com Professores;
·           Reunião com Equipe Pedagógica;
·           Acompanhamento de pacientes da Apae, inseridos no ensino regular; auxiliando na inclusão escolar;
·           Visitas as escolas da Rede Municipal.

4.      Equipe Interdisciplinar:
·           Estudos de caso;
·           Grupo de Estudos;
·           Reuniões de Equipe.

5.      Reavaliações e Encaminhamentos:
·        As reavaliações serão realizadas quando necessário;
·        Os encaminhamentos para outros especialistas serão feitos objetivando melhor resolutividade para o caso.

6.      Aprimoramento Profissional:
·       Participação em Congressos. Simpósios, Seminários, Palestras, Jornadas científicas e Conferências.
   
7.      Eventos:
·       Participação em eventos realizados pela instituição;
·       Eventos promovidos pelo Município.

8.      Parcerias:
·       Reuniões com as secretárias de saúde e educação, a fim de desenvolver uma  parceria para um trabalho em  rede.


9. Indicadores de avaliação:
1.         Proporção de Familiares dos assistidos que tem envolvimento com o  tratamento.
2.         Proporção de assistidos com alta para o setor de psicologia.

1.3- TERAPIA OCUPACIONAL

A função do Terapeuta Ocupacional junto a uma equipe multidisciplinar na área de desenvolvimento infantil é intervir de forma holística, considerando os aspectos motor, sensorial, perceptivo, cognitivo, afetivo e social. Para tanto, usa o brinquedo como recurso terapêutico priorizando a realização de atividades funcionais, tendo como meta a função da criança em diferentes atividades da vida diária, tais como, comer, vestir, brincar, pegar, soltar, escrever, dentre outras, levando em consideração a qualidade do movimento dentro de uma postura antigravitacional.
Levar a criança a fazer escolhas e a desenvolver a resolução de problemas é fundamental no processo de aprendizagem global e conseqüentemente para  independência. Este vem a ser outro  aspecto importante e inerente ao terapeuta ocupacional.
O Serviço de Terapia Ocupacional na APAE/Búzios utiliza como fundamentação teórica o Conceito Neuroevolutivo Bobath, a Integração Sensorial, e os Princípios Teóricos de Piaget e Samarão Brandão, avaliando as funções de atividades de vida diária, mobilidade e social, realizando orientação domiciliar e escolar, além de confeccionar e adaptar mobiliários de vida diária e escolar.
Visando um melhor desempenho e qualidade de vida das crianças assistidas na APAE/Búzios é de fundamental importância a integração da equipe terapêutica a família e a escola.

Objetivo Geral
Promover o desenvolvimento global da criança aproximando-o ao máximo do normal, favorecendo a manutenção e aprimoramento das funções existentes, prevenindo vícios posturais patológicos e primando pela independência, recuperação ou adaptação em diferentes níveis. Através da Estimulação Precoce e Essencial o Terapeuta Ocupacional busca evitar e minimizar prejuízos futuros, buscando garantir a funcionalidade humana.

Objetivos Específicos
  • Anamnse, Avaliaçoes e reavaliações e encaminhamentos para outros especialistas;
  • Estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e social;
  • Desenvolver atividades de vida diária e prática, favorecendo a independência do indivíduo e sua reinserção na sociedade;
  • Utilizar a atividade como recurso terapêutico para estimular, descobrir e facilitar a adaptação de tarefas e/ou do meio ambiente necessárias para que a pessoa consiga organizar seu dia a dia e conquiste melhor qualidade de vida;
  • Avaliar, prescrever, confeccionar, adaptar e treinar o uso de órteses, cadeira de rodas, equipamentos e dispositivos para mobilidade da pessoa com deficiência;
  • Orientar a necessidade de equipamentos, produtos ou sistemas especiais que tornam possível desenvolver atividades simples, através do aumento, manutenção ou da devolução das suas capacidades funcionais.

Atendimento à Família:
·       Encontros com os Pais e/ou Responsáveis;
·       Orientação a pais e cuidadores;
·       Visitas domiciliares.

Atuação nas Escolas Públicas, Particulares e Apae:
·           Orientação à professores;
·           Orientação à Equipe pedagógica;
·           Reunião com Professores;
·           Reunião com Equipe Pedagógica;
·           Acompanhamento de pacientes da Apae, inseridos no ensino regular; auxiliando na inclusão escolar;
·           Visitas as escolas da Rede Municipal.

Equipe Interdisciplinar:
·           Estudos de caso;
·           Grupo de Estudos;
·           Reuniões de Equipe.
·           Participação em eventos realizados pela instituição;
·           Eventos promovidos pelo Município.
·           Reuniões com as secretárias de saúde e educação, a fim de desenvolver uma  parceria para um trabalho em  rede.

Indicadores de avaliação:
1. Percentual de crianças com aquisição da coordenação viso-motora.
2. Percentual de criança com independencia nas AVD’s .

1.4- FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA

As doenças do sistema respiratório são as maiores causas de patologias mundiais, trazendo conseqüentes morbidades e mortalidade.
A Fisioterapia Respiratória é um conjunto de técnicas e procedimentos terapêuticos que pode atuar tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças pulmonares.
Primordialmente, para a eficácia do tratamento, faz-se necessária uma avaliação criteriosa das condições clínicas apresentadas pelo indivíduo para que seja tratado um plano de tratamento compatível com suas necessidades atuais.
Fisioterapia Respiratória em Bebês e Crianças
As doenças respiratórias da primeira infância têm fatores predisponentes (genéticos), desencadeantes (infecciosos e alérgicos) e agravantes (ambientais). Essas doenças podem repercutir, posteriormente, sobre a função respiratória dos adolescentes e adultos.
A bronquiolite, por exemplo, é uma doença comum das vias aéreas inferiores, que apresenta maior incidência nos primeiros 2 anos de vida da criança, principalmente em torno dos 6 meses. É uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno, e tem como principais fatores de risco a prematuridade, o baixo peso ao nascimento e a ausência do aleitamento materno.
A Fisioterapia Respiratória em pediatria se fundamenta em três objetivos:
  • Um objetivo principal, que consiste em eliminar ou reduzir a obstrução dos brônquios, conseqüência do fracasso dos meios naturais de higiene brônquica;
  • Um objetivo secundário a curto e médio prazo: a prevenção ou o tratamento da atelectasia e da hiperinsuflação pulmonar;
  • E um objetivo terciário potencial: a prevenção de danos estruturais, evitando as cicatrizes das lesões e a perda da elasticidade que as infecções broncopulmonares causam no aparelho respiratório das crianças pequenas.
A Fisioterapia Respiratória promove a drenagem das secreções brônquicas e melhoram a ventilação pulmonar, que acabam por diminuir o esforço respiratório e prevenir as infecções respiratórias. Dessa forma, promove outros benefícios aos bebês e crianças, como melhora do sono, aumento do apetite e melhora da qualidade de vida.

  1. AVALIAÇÃO E REAVALIAÇÃO

Anamnese;
Evolução diária do paciente;
Reavaliação periódica com objetivo de acompanhar o desenvolvimento respiratório de cada paciente.

  1. ESTUDO DE CASO CLÍNICO

Triagem;
Reunião semanal com a equipe Interdisciplinar.

  1. ATENDIMENTO INTERDISCIPLINAR

Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia, Educação Física, Pedagogia e Professores.

  1. ORIENTAÇÕES E INTERVENÇÕES FAMILIARES

Orientações a família ou responsável quanto ao manuseio do paciente e adequação de seu dormitório, visita domiciliar quando necessário e capacitação dos responsáveis para o trabalho continuado em casa.

  1. ATENDIMENTO FISIOTERÁPICO

Os atendimentos são de acordo com as doenças apresentadas, sendo realizados individualmente, ou em grupo, ou assistido pelo responsável e/ou com a equipe de estimulação precoce, até 3x por semana (de acordo com a necessidade) e com duração indeterminada.

  1. ADAPTAÇÕES ESPECÍFICAS

Próteses ou órteses.

  1. PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS

Congressos, cursos e simpósios;
Participação em eventos e passeios organizados pela instituição.

  1. OBJETIVOS

Prevenção de pneumonias de repetição e outras disfunções respiratórias;
Mobilização articular de membros superiores e tronco;
Dissociação de cinturas;
Alongamento e fortalecimento muscular de membros superiores, tronco e pescoço;
Desobstrução de vias aérias;
Aumento de fluxo inspiratório;
Aumento da complascência pulmonar;
Mobilização e eliminação de secreções pulmonares;
Reexpansão pulmonar;
Diminuição de atelectasias existentes e outras restrições respiratórias;
Aumento da perfusão e difusão alveolar;
Fluidificar secreções pulmonares (nebulização);
Higiene brônquica (aspiração traqueal).

  1. INDICADORES DE AVALIAÇÃO :

1- Proporção de pacientes inseridos neste setor em relação à frequência de internações hospitalares;
2- Proporção de responsáveis dos pacientes inseridos neste setor em relação à capacitação dos mesmos no trabalho continuado em casa.


1.5- FISIOTERAPIA NEURO FUNCIONAL

A Fisioterapia Neuro Funcional utiliza métodos Neuroevolutivo para a intervenção terapêutica, tendo como parâmetro o desenvolvimento normal da criança, e como objetivo atingir metas direcionadas para a melhoria da qualidade dos movimentos, funcionalidade e controle postural, considerando as necessidades de cada criança. O planejamento das estratégias de intervenção é elaborado de acordo com os desvios e/ou alterações neuromotoras. O conhecimento da realidade familiar e as orientações aos pais e/ou cuidadores são fundamentais para a evolução da criança.
O trabalho interdisciplinar possibilita ao fisioterapeuta a realização de encaminhamentos,  a discussão de programas de intervenção e alta, visando proporcionar melhor qualidade de vida da criança.

AVALIAÇÕES
  • Anamnese;
  • Evolução do paciente;
  • Reavaliações periódicas com objetivo de acompanhar o desenvolvimento neuromotor de cada paciente.

ATENDIMENTO AMBULATORIAL
  • Traumato – Ortopédico
  • Estimulação Precoce
  • Neurológico

ADAPTAÇÕES ESPECÍFICAS
  • Próteses e órteses

ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO
  • Os tratamentos são realizados individualmente 1 ou 2 atendimentos semanais (30 min)

OBJETIVOS
  • Estimulação, inibição e facilitação de reflexos;
  • Estimulação para reações;
  • Normalização de tônus muscular;
  • Evitar padrões patológicos;
  • Evolução motora (fases do desenvolvimento motor);
  • Prevenção e minimização de encurtamentos, contraturas e deformidades;
  • Controle postural / vícios posturais adaptativos;
  • Alinhamento biomecânico;
  • Ortostatismo;
  • Diminuição e prevenção de movimentos compensatórios anormais;
  • Treinamento muscular: Fortalecimento muscular / Inervação recíproca
  • Controle seletivo de movimento;
  • Coordenação motora,
  • Independência em Avd´s.
  • Aquisição e aprimoramento de marcha

APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
  • Participação em congressos, simpósios, seminários, palestras, cursos diversos, jornadas científicas e conferências.

EVENTOS
  • Participação em eventos realizados pela instituição.

EQUIPE INTERMULTIDISCIPLINAR
  • Estudos de casos;
  • Reuniões de equipe

PARCERIAS
  • Reuniões com a Equipe de saúde da secretária de saúde do município de Armações de Búzios, visando o esclarecimento de diagnósticos e suporte ao tratamento quando indicado.
  • ABBR e SARA.

OUTROS
  • Suporte, orientação e acompanhamento junto aos profissionais da área de educação física dos pacientes inseridos na prática esportiva e os devidos encaminhamentos.

ORIENTAÇÕES E INTERVENÇOES FAMILIARES
  • Orientações á família ou responsável quanto ao manuseio do paciente.
Indicadores
1- Proporção de crianças de 3 anos com aquisições motora
2- Percentual de crianças atendidas que alcançaram tonus ideal para independencia funcional.


1.6- ASSISTENTE SOCIAL

O Serviço Social é o setor integrante na APAE/Búzios responsável pelo atendimento e apoio social às famílias das crianças atendidas, e atua com o objetivo de preparação destas para a autopromoção e inclusão social, buscando assim a minimização das desigualdades decorrentes da vulnerabilidade social que a deficiência e a carência promovem. Visa ainda contribuir para a humanização das rotinas da instituição, estimulando e apoiando ações para que as famílias e a equipe terapêutica tenham condições satisfatórias de alcançar os objetivos da reabilitação propostos pelo na APAE/Búzios. Além disso, o setor desenvolve atividades de acolhimento, entrevistas, vivências e oficinas sócio-educativas, seminários, visitas domiciliares, encaminhamentos aos recursos da comunidade, comemorações festivas e outras.

1.      Publico Alvo
Pacientes, Famílias

2.      Atividades

·         Avaliação de novos pacientes
·         Intervenção junto aos profissionais para que se possa ter sempre uma melhora no atendimento.
·         Reuniões com Pais e os responsáveis.
·         Trabalho interdisciplinar com toda a Equipe Técnica Pedagógica.
·         Participação na elaboração de Projetos.
·         Visitas domiciliares.
·         Contatos com Hospitais e Centros de tratamento em outras cidades que possam oferecer atendimento especializado aos nossos pacientes.
·         Encaminhamentos, relatórios e acompanhamento de casos ligados a APAE com o Conselho Tutelar de nossa Cidade.
·         Reavaliações de pacientes que por algum motivo estiveram afastados do atendimento.
·         Estudo de Casos com a Equipe Multidisciplinar.
·         Organizar junto ao Coordenador Técnico os horários de nossos pacientes.
·         Organizar o transporte da Instituição para que da melhor forma possível atenda  nossa demanda.
·         Orientar na distribuição de Cestas Básicas e outras doações.
·         Elaborar quando necessário quadro de espera para atendimentos.
·         Relatórios Técnicos das atividades propostas
·         Relatórios para os convênios
·         Participa de alguns Conselhos Municipais, visando criar uma maior articulação de nossa Instituição nas Políticas Publicas de nosso Município sempre pensando em um melhor atendimento aos pacientes e suas famílias.
·         Participamos de vários eventos em nosso Município assim como em outras cidades. Como relacionado abaixo: Jornadas Científicas; Cursos de aperfeiçoamento e capacitação profissional. Simpósios, Congressos e Conferências. Eventos internos e externos. Desfile Cívico no aniversario da cidade. Semana Nacional dos Excepcionais. Campanha de Prevenção e Conscientização da Saúde.


3.      Objetivos

·         Criar estratégias para sempre estar aproximando as famílias, mobilizando-as como parceira de nossa Instituição.
·         Criar ações e posturas, para proporcionar um melhor acolhimento de nossos pacientes, assim como de suas famílias.
·         Através de reuniões com os funcionários ou mesmo com o atendimento confidencial, levar uma melhor qualidade de trabalho tanto material quanta emocional a toda a equipe. Fazendo sempre da sala do Serviço Social um local de acolhimento.
·         Promover e articular ações de defesa, prevenção, orientação às famílias de nossos pacientes propiciando sua plena participação na sociedade.
·         Envolver toda a Instituição em um ambiente acolhedor e participativo, sempre pensando no benefício dos pacientes.

As atividades desenvolvidas pelo Serviço Social visam articular ações para integrar nossos pacientes e suas famílias no contexto da sociedade fazendo com que possam sentir-se incluídos e participantes de todas as atividades que a comunidade possa lhes oferecer.
O Serviço Social busca orientar os profissionais de nossa Instituição quanto ao modo de atendimento às famílias dos pacientes que fragilizadas pelas lutas diárias, não somente com seus entes queridos especiais, mas com sua própria condição sócioeconômica precária e a dificuldade de compreensão de algumas questões trazidas pela equipe técnica e pedagógica e equipe de  apoio, sendo necessário uma dosagem maior de compreensão e estimulo de nossa parte.


1.7 – Educação Física

A Educação Fisica atua junto ao Serviço de Psicomotricidade como coadjuvante das demais terapias. A equipe é formada por um terapeuta ocupacional e um fisioterapeuta, sendo o atendimento em grupo, composto por quatro crianças organizadas de acordo com a idade desenvolvimental, com  duração de 45 minutos, e com a frequência de uma ou duas vezes por semana .
Usamos como fundamentação teórica os princípios básicos de Luria, Victor da Fonseca, Esteban Levin e Jean Ayres (Teoria da Integração Sensorial), tendo como recursos terapêuticos, atividades psicomotoras, promovendo vivências de exploração, expressão, aperfeiçoamento e integração das funções sensoriais, perceptivas, motoras, cognitivas e afetivas.
Nesse espaço busca-se o desenvolvimento pessoal e interpessoal, auto-conhecimento, senso-crítico, orientações espaço temporal, práxis global e fina, estimulando a criança a criar estratégias para resolver situações novas, levando-as a otimização do seu desenvolvimento e com isso, maior independência e autonomia, melhorando seu desempenho em casa,  na escola e na sociedade.
Projeto II

1.   Hidroterapia

Fisioterapia aquática é hoje o termo mais conhecido para exercícios terapêuticos realizados em piscina aquecida e coberta, com orientação total e restrita ao profissional de fisioterapia onde, através do uso de inúmeras técnicas de reabilitação, como o Watsu, Bad Ragaz, etc... Associadas às propriedades físicas da água, principalmente a pressão hidrostática, flutuação, viscosidade e aos efeitos do calor, proporcionam aos pacientes efeitos fisiológicos que surgem imediatamente após a imersão.


A água é um meio maravilhoso para exercícios e oferece oportunidades estimulantes para os movimentos que não estão dentro dos programas tradicionais de exercícios em solo. Os efeitos de flutuabilidade, metacentro e das rotações fornecem campo para as técnicas especializadas. A turbulência da água pode ser apreciada de uma forma que não é possível no ar, e o peso da água significa que ela pode ser empurrada e utilizada como resistência.
Entrar na água um dos dois ambientes disponíveis para o ser humano é uma experiência única. Nela o corpo está simultaneamente sob ação de duas forças gravidade e empuxo que fornece a possibilidade de exercícios tridimensionais, que não são possíveis no ar, e permitem a ocorrência de atividades de movimento sem sustentação de peso, antes mesmo que elas sejam possíveis no solo.

A umicidade da água está principalmente no seu empuxo, que alivia o estresse sob as articulações sustentadoras de peso e permite que se realize movimento sem forças gravitacionais reduzidas desta forma as atividades que não sustentam peso podem ser iniciadas na água antes de serem possíveis no solo.
Os efeitos fisiológicos dos exercícios combinados com aqueles que são causados pelo calor da água são uma das vantagens da atividade nesse meio. O resultado da imersão na água é semelhante em adultos e crianças e está relacionado à temperatura do corpo, à circulação e à intensidade dos exercícios, com variações permitidas dependendo do tamanho.
Os efeitos terapêuticos da Hidroterapia estão relacionados a:
·         Alívio de dor e espasmos musculares
·         Manutenção ou aumento de amplitude de movimento das articulações
·         Fortalecimento muscular e treino de resistência (endurance)
·         Reeducação dos músculos paralisados (espásticos)
·         Melhora da circulação
·         Encorajamento das atividades funcionais
·         Manutenção e melhora do equilíbrio, coordenação e postura.
·          Estimulação de percepção visual, articular, via proprioceptores cutâneos e pelo calor.
Da mesma forma, do ponto de vista Psicológico, existem muitas recomendações para Hidroterapia, pelo reconhecido efeito sedativo da água quente e o valor do programa de exercícios para pessoas portadoras de doenças mentais. Do ponto de vista humanístico, os significados Social e Psicológico que podem estar associados a Hidroterapia são, sem dúvida, consideráveis, principalmente quando esta se desenvolve em grupos homogêneos, ou até heterogêneos.
A pessoa pode nadar ou participar de outra atividade aquática possui uma vantagem social, que a coloca em igual posição em relação a outros membros da família ou sociedade, seja ela deficiente ou não. A habilidade de ser independente na água, de ter habilidades que são impossíveis ou difíceis no solo só pode ter efeitos psicológicos favoráveis e duradouros, que elevam a confiança e a moral, podendo isto ser transferido para a vida em terra.
Para a reabilitação neurológica, a água é um ambiente prazeroso, meio ideal para a estimulação e aprendizagem. Além de beneficiar as alterações neurológicas específicas, a hidroterapia proporciona à pessoa grande liberdade de movimento, possibilitando posições e atividades quase impossíveis de serem realizadas fora da água.
O ambiente foi cuidadosamente planejado para atender a todos os tipos de deficiência. Possui rampas de acesso e piscina terapêutica criada especialmente para o tipo de serviço oferecido
A Hidroterapia é um meio efetivo e prático de reabilitação para aquelas pessoas que sofrem de condições neurológicas. Na Europa o uso da Hidroterapia no tratamento de lesões dos neurônios motores superiores e inferiores é muito difundido.

Vantagens da Hidroterapia em Neurologia:

·         Diminuição da descarga de peso
·         Estabilização de articulações
·         Propicia e ortostatismo e marcha
·         Estimula equilíbrio e coordenação
·         Previne contraturas musculares e deformidades
·         Favorece o aumento das amplitudes de movimento direta e indiretamente
·         Promove relaxamento muscular / diminuição do tônus
·         Diminui edemas e favorece o retorno venoso
·         Auxilia a ação de músculos fracos
·         Aumenta a força muscular
·         Propicia trabalho respiratório, aumentando a expansibilidade, favorece a expiração e aumenta a capacidade vital
·         Estimula os movimentos
·         Restabelece e estimula as reações de endireitamento
·         Reeduca os padrões centralizados dos movimentos, que são rotacionais
·         Reeduca os padrões recíprocos de movimento
·         Trabalha padrões funcionais de movimento
·         Aumenta o condicionamento cardiovascular
·         Oferece oportunidade à recreação e socialização.
Contra-indicações da Hidroterapia em Neurologia:
Fratura de base de crânio incontinência intestinal urinária pacientes, com pressão sanguínea alta, especialmente resultante de TCE pacientes com aneurisma pacientes com lesões abertas e drenantes pacientes com cateteres

RECURSOS HUMANOS
Fisioterapeuta
Guardião de Piscina
Auxiliar de Serviços Gerais

Atendimento na Piscina:

·         Utilização da água como recurso terapêutico para reabilitação do paciente portador de deficiência.
·         Anamnse, Avaliação e reavaliações dos pacientes;
·         Evolução Trimestral de cada paciente;

Atendimento Hidroterapêutico:

·         O tratamento é estabelecido de forma individual ou em grupo de acordo com a patologia pré-existente.
·         Sabemos que cada paciente corresponde de formas diferentes a cada uma das tarefas propostas, podendo ser estas tarefas alteradas no decorrer do tratamento.
·         Parceria direta com ABBR, SARA e Secretaria Municipal de Saúde de Búzios;
·         Resolução de assuntos relativos às necessidades dos pacientes.


Objetivos Especificos:

·         Diminuição da descarga de peso;
·         Estabilização de articulações;
·         Propicia o ortostatismo e marcha;
·         Estimula equilíbrio e coordenação;
·         Previne contraturas musculares e deformidades;
·         Favorece o aumento das amplitudes de movimento;
·         Promove relaxamento muscular/diminuição do tônus;
·         Diminui edemas e favorece o retorno venoso;
·         Auxilia a ação de músculos fracos; Aumenta a força muscular;
·         Propicia trabalho respiratório, aumentando a expansibilidade, favorece a expiração e aumenta a capacidade vital;
·         Estimula os movimentos;
·         Reeduca os padrões recíprocos de movimento;
·         Trabalha padrões funcionais de movimento;
·         Aumenta o condicionamento cardiovascular;
·         Oferece oportunidade à recreação e socialização quando trabalhado em grupoInibição dos padrões anormais;

Atendimento interdiciplinar:

  • Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Psicologia e Educação fisica.
  • Estudo de Quadro Clínico
  • Participação em Eventos:Congressos, jornadas, cursos e simpósios;
  • Participação em festas e passeios organizados pela instituição.
  • Reunião semanal com a equipe Intermultidisciplinar.

Intervenções familiares:

·         Intervensões com as família ou responsáveis para conversas quanto a evolucão do paciente.
Projeto III
3. Oficinas Pré-Profissionalizante

Educação Profissional

01– JUSTIFICATIVA
A LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LF nº9394/1996) atribui á Educação Profissional uma abrangência que se estende desde o reconhecimento do valor educativo do que se aprendeu na escola e no próprio ambiente de trabalho, até a possibilidade de expandir sua formação continuada.
Considerando a legislação em vigor e as políticas de atenção à pessoa com deficiência para a formação e a colocação no mundo do trabalho, o Movimento Apaeano desde 1997, vem ampliando e estruturando seus programas de formação profissional.
A APAE, ao definir na sua estrutura interna, níveis e modalidades de ensino, destaca a Educação Profissional e Trabalho como forma de propiciar o permanente desenvolvimento de aptidões e habilidades da pessoa com deficiência para a vida produtiva e inclusão social.
O Programa de Educação Profissional atenderá alunos com deficiência intelectual, deficiência múltipla e/ou transtorno global do desenvolvimento, associado a deficiência intelectual. Por tratar-se de escola especializada e considerando a natureza dos alunos, as ações de Educação Profissional e Trabalho a serem realizadas, desenvolvem-se de forma articulada, com metodologias diversas, envolvendo inclusive os ambientes de trabalho, possibilitando formas de qualificação diversificadas, compatíveis com os níveis de escolaridade dos alunos.
02– OBJETIVO GERAL
 Proporcionar aos alunos, a partir de 14 anos de idade, no contra turno e a partir de 16 anos com terminalidade específica, condições de ingresso e desenvolvimento em programas de formação profissional, nos Níveis Básicos e de Aprendizagem, nas diversas modalidades de ensino, respeitadas as possibilidades de absorção desse tipo de mão-de-obra pelo mercado de trabalho e as características de cada município ou região.
03 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
* Identificar e realçar potencialidades das pessoas com deficiências intelectual e múltipla.
* Desenvolver competências e habilidades laborativas e acadêmicas.
* Qualificar, considerando as potencialidades dos educandos e as expectativas do mundo do trabalho.
* Articular a educação profissional com a educação básica, o ensino médio, o ensino superior e a educação de jovens e adultos.
* Capacitar recursos humanos para atuar com os novos paradigmas da educação profissional e do trabalho.
* Envolver a família em todas as ações de educação profissional e trabalho.
* Atender às diferenças individuais, observando as inteligências múltiplas e os estilos de aprendizagem dos alunos.
* Inserir os alunos em todas as alternativas de geração de trabalho, emprego e renda.
* Criar internamente, nas instituições especializadas, programas e serviços profissionalizantes e de geração de emprego e renda ou utilizar os que já existem na comunidade, a fim de melhor atender às pessoas com deficiência.
04– PÚBLICO ALVO
Alunos com deficiência intelectual, deficiência múltipla e/ou transtorno global do desenvolvimento, associado a deficiência intelectual, que já estão matriculados e os encaminhados pela Terapeuta Ocupacional ou pelo Conselho Municipal de Educação, sendo:
* A partir de 14 anos, matriculados ou não na Rede Municipal ou Estadual, com atendimento no contra turno da Escola Comum.
* A partir de 16 anos, com certificação de terminalidade específica.
05 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Para se garantir a compreensão adequada e uniforme dos conceitos aqui trabalhados ou adaptados, serão elencadas algumas definições necessárias:
a) Programa de Aprendizagem:
É o conjunto de atividades teóricas e práticas, metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva, desenvolvidas no ambiente de trabalho (§ 4ºartigo 428 da CLT).
b) Aprendiz
É o maior de quatorze anos e menor de vinte e quatro anos que celebram contrato de aprendizagem, nos termos do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. (artigo 2º do DECRETO Nº 5.598, DE 1/12/ 2005) Parágrafo único. A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes portadores de deficiência.
c) Habilidades: básicas, específicas e de gestão
As Habilidades Básicas têm por objetivo capacitar o aluno para refletir, compreender e interpretar a realidade com autonomia para se comunicar, aprender a pensar e aprender a aprender.
As Habilidades Específicas têm a função de possibilitar ao aluno o domínio de conhecimentos e práticas pertinentes à área profissional do curso.
As Habilidades de Gestão visam capacitar o aluno para atuar na sociedade e no processo produtivo com responsabilidade e de forma crítica e empreendedora. Para isso deve saber gerir o seu próprio tempo, assumir postura versátil, ter capacidade de decisão, responsabilizar-se por resultados e possuir visão ampla sobre organização de processos e produtos.
d) Princípios norteadores
Ética da Identidade: centrada na constituição de competências que orientem o desenvolvimento da autonomia no gerenciamento da vida profissional e de seus itinerários de profissionalização, em condições de monitorar desempenhos, julgar competências, trabalhar em equipes, eleger e tomar decisões, discernir e prever resultados de distintas alternativas, propor e resolver problemas e desafios, bem como prevenir disfunções e corrigi-los. A Ética da Identidade supõe trabalho contínuo e permanente com os valores da competência, do mérito, da capacidade de fazer bem feito, em contraponto aos favoritismos, privilégios e discriminações de toda e qualquer ordem e espécie, fundamentados em testemunhos de solidariedade, responsabilidade, integridade e respeito ao bem comum. Política da Igualdade: que encara a educação profissional na conjunção de dois direitos fundamentais do cidadão: à educação e ao trabalho, cujo exercício permite às pessoas proverem a sua própria subsistência e com isso alcançar dignidade, auto-respeito e reconhecimento social como seres produtivos. A Política da Igualdade impõe à educação profissional a constituição de valores de mérito, competência e qualidade de resultados como os balizadores da competitividade no mercado de trabalho. Por outro lado, ela própria conduz à superação das várias formas de discriminação e de privilégios no âmbito do trabalho, bem como à ênfase nos valores da solidariedade, do trabalho em equipe, da responsabilidade e do respeito ao bem comum.
Flexibilidade, interdisciplinaridade e contextualização: conformam um princípio diretamente ligado ao grau de autonomia conquistado pela escola na concepção, elaboração, execução e avaliação do seu projeto pedagógico, fruto e instrumento de trabalho do conjunto dos seus agentes educacionais, de modo especial dos docentes. (LDB, art. 13 e 14) Este princípio se reflete na construção dos currículos em diferentes perspectivas, o que abre um horizonte de liberdade e, em contrapartida, de maior responsabilidade para a escola. Ao elaborar o seu plano de curso, cabe à Escola construir o respectivo currículo, estruturado em função do perfil profissional de conclusão que se deseja, conciliando as aspirações e demandas dos trabalhadores, dos empregadores e da sociedade. Esta flexibilidade permite à escola maior agilidade na proposição, atualização e incorporação de inovações, correções de rumos e adaptações às mudanças, o que implica numa organização do trabalho pedagógico de forma interdisciplinar ou mesmo transdisciplinar.
Estética da Sensibilidade: A Estética da Sensibilidade e da Qualidade que orienta para uma organização curricular de acordo com valores que fomentem a criatividade, o espírito inventivo e a liberdade de expressão, a curiosidade pelo inusitado e a afetividade, para facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação, conviver com o incerto, o imprevisível e o diferente. A estética está relacionada diretamente com os conceitos de qualidade e de respeito ao outro, o que implica no desenvolvimento de uma cultura do trabalho centrada no gosto pelo trabalho bem feito e acabado.
Respeito aos valores estéticos, políticos e éticos: que são os mesmos princípios institucionais e curriculares, tanto do ensino médio quanto da educação profissional de nível técnico, na perspectiva comum do desenvolvimento de aptidões para a vida social e produtiva.
06 – CURSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA
Serão ofertados neste módulo, cursos de curta duração (cerca mínimo de 80 horas e Maximo de 150 horas cada), para alunos com Ensino Fundamental incompleto, nas modalidades de iniciação, qualificação, aperfeiçoamento e especialização profissional.
Segundo o Art. 4º da LDB, a Formação Profissional de Nível Básico (Inicial e Continuada) para Trabalhadores dá-se sem obrigatoriedade de escolaridade, por ser modalidade de educação não-formal e duração variável, destinada a proporcionar ao cidadão trabalhador conhecimentos que lhe permitiam profissionalizar, qualificar-se e atualizar-se para o exercício de funções demandadas pelo mundo do trabalho, compatíveis com a complexidade tecnológica do trabalho, o seu grau de conhecimento técnico e o nível de escolaridade do aluno, não estando sujeita à regulamentação curricular.
07 – MODELO DE FORMATAÇÃO CURRICULAR PARA CURSOS DE APRENDIZAGEM
A proposta curricular dos Cursos Profissionalizantes – Modalidade Aprendizagem - estará organizada em habilidades: básicas, específicas e de gestão. Conteúdos programáticos paralelos as necessidades das oficinas em execução:
Habilidades Básicas

Conteúdos                                     
Carga Horária
Conteudo Prográmatico
Língua Portuguesa                                       
120 h/a
Alfabetização - leitura e grafia do pré-nome, alfabeto, leitura e escrita de rótulos, leitura incidental de frases curtas, interpretação de pequenos textos com significado prático dentro da realidade vivenciada pelo aprendiz no processo de educação profissional.
Matemática Aplicada                              
120 h/a
Conhecimento dos numerais e noções de quantidade Figuras geométricas. Conhecimento e utilização do dinheiro. Noções sobre resolução das quatro operações fundamentais. Interpretação oral e resolução de problemas matemáticos fundamentais a situações referentes ao seu cotidiano. Leitura do relógio. Noções de unidade, dezena e centena. Noções de medidas convencionais (metade, dúzia, kg, litro, metro, etc).
Ciencias: Saúde, Higiene e Qualidade de Vida       
120 h/a
Hábitos de higiene. Alimentação, Água, ar e solo (importância para a saúde). Ser humano. Seres vivos (animais e plantas) caracterização e utilidade. Meio ambiente, Preservação, Reciclagem, reutilização e redução do lixo. Importância das ações coletivas para a melhoria do meio ambiente. Poluição ambiental e Educação sexual.
Cidadania
120 h/a
História do aluno, Datas comemorativas, Meios de transporte, Meios de comunicação, Família e Escola e Geografia - O aluno e meio ambiente, A escola, A comunidade e  O meio onde vivemos.
Importância do documento, RG, CPF, Carteira de trabalho, Título de eleitor... Cuidados necessários com os documentos.
Informática Básica                                 
120 h/a
Introdução Paint, windows, word e Excel.
Total
600 h/a





Habilidades de Gestão

Conteúdos
Carga Horária
Conteudo Prográmatico
Mundo do Trabalho                                                  
80h/a
Documentação essencial do trabalhador;
Processo produtivo; Empreendedorismo;
Visão sobre organização de processos e produtos.
Inteligência Interpessoal                                          
80h/a
Gerencia  do seu  tempo;
Postura Pessoal;
 Capacidade de decisão;
responsabilidades e  resultados.
Comunicação
80h/a
Relações Humanas
Etica Profissional
Noções de Legislação previdenciária e trabalhista   
80h/a
Noções sobre legislação trabalhista;
Jornada de trabalho;
Direitos e deveres;
Faltas; Férias; Licenças.
Gerenciamento de materiais                                      
80h/a
Tecnicas de almoxarifado: armazenamento estocagem e distribuição (conforme oficina aplicada)
Total
400h/a




Habilidades Específicas

Conteúdos
Carga Horária
Conteudo Prográmatico
Segurança e prevenção de Acidentes
40 h/a
(**)
Hábitos e atitudes inerentes ao trabalho                      
40 h/a
(**)
Conteúdos específicos da profissão                            
520 h/a
(**)
Total
600 h/a



Total Geral do Curso
1.600 h/a (*)
(*) Carga horária flexível, sujeita a modificação.
(**) Conteúdos aplicados a situações de trabalho.




3.1. Oficina Terapêutica Protegida
Apresentação
A oficina protegida terapêutica destina-se a alunos que não têm condições de ser inseridos no mercado de trabalho em razão da gravidade de sua deficiência. O atendimento do aluno neste programa pode ser transitório e/ou permanente. O Decreto nº 3.298/99 que Regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências, em seu artigo 35 define oficina protegida terapêutica como: (...) a unidade que funciona em relação de dependência com entidade pública ou beneficente de assistência social, que tem por objetivo a integração por meio de atividades de adaptação e capacitação para o trabalho de adolescente ou adulto que devido ao seu grau de deficiência, transitória ou permanente, não possa desempenhar atividade laboral no mercado competitivo de trabalho ou em oficina protegida de produção. Dirigida a pessoas com deficiência mental com graves distúrbios de conduta e que não apresentam autonomia para realizar atividades de vida diária precisando de supervisão constante. Esses serviços incluem atividades educativas, reabilitadoras, terapia educacional e assistencial (BRASIL, 1999, p. 261).A Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional em seu artigo 59, inciso IV diz que, os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: (...) educação especial para o trabalho, visando à sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulações com os órgãos afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora.
Justificativa

De acordo com as necessidades apresentadas pelas pessoas portadoras de necessidades especiais e seus familiares que apresentam situação sócio-econômica desfavorável, onde os mesmos são filhos de caseiros, trabalhadores da construção civil, empregadas domésticas, pescadores e assalariados, provenientes da zona rural e urbana a APAE-BUZIOS elaborou este projeto para atendê-los, orienta-los, visando à promoção de saúde que facilitem e contribuam para a melhoria da qualidade de vida, através de ações que valorizem o ser humano.
A Terapia Ocupacional e Psicologia apresentam como proposta de atuação a construção de oficinas terapêuticas de forma que contribua nos processos de prevenção, promoção e auxílio efetivo no desenvolvimento global, na saúde física e saúde mental do portador de necessidades especiais e seus familiares, propiciando uma melhor qualidade de vida ao ser humano, considerando relevante associas a objetivos terapêuticos e pedagógicos, já que a realização de qualquer atividade pelo ser humano, é indissolúvel de aspectos cognitivos, afetivos e sócias.
Sendo assim, objetivamos através deste projeto intervir, desenvolver e aprimorar as relações do paciente em seu meio, com a sociedade, estimulando a reconstrução de sua história, respeito, afetividade, o direito a cidadania e principalmente a sua inclusão social.

Terapia Ocupacional


Descrição do Projeto

 Procedimentos iniciais:

·         Entrevista individual ou em grupo;
·         Atendimento individual caso necessário e/ou em grupo e acompanhamento no processo terapêutico;
·         Prescrição de atividades necessárias a serem empregadas de acordo com as necessidades apresentadas;
·         Orientações quanto às atividades de vida diária e prática;
·         Visita e acompanhamento domiciliar;
·         Oficinas terapêuticas / socializantes / expressivas / artesanais / lúdicas / agrícolas / AVD e AVP;
·         Orientações familiares;
·         Anotações das evoluções;
·         Avaliações e reavaliações periódicas.

Realização das Oficinas propostas

Objetivos:
 Geral:

Propiciar através de oficinas terapêuticas atividades que visem a construção dos processos de aprendizagem, promoção, auxílio efetivo no desenvolvimento global do portador de necessidades especiais, propiciando uma melhor qualidade de vida, educação profissional, orientar e estimular a continuidade das atividades proposta em seus lares, como forma de contribuição no orçamento doméstico e provendo a sua inclusão familiar e social.


 Específicos:

·         Propiciar a independência nas atividades de vida diária e prática;
·         Permitir vivências sensório motoras, cognitivas, corporais e relacionais através do uso da atividade e aprimorar as habilidades motoras;
·         Prover saúde física e mental;
·         Facilitar a socialização ao grupo, a família e a sociedade em geral;
·         Facilitar a educação para o trabalho;
·         Estimular a espontaneidade e criatividade;
·         Trabalhar o processo de responsabilização para que permita maior inserção, integração e aceitação de suas diferenças nos grupos sociais, ou seja, trabalhar a sua forma peculiar de estar no mundo;
·         Orientar a continuidade das atividades propostas e realizadas em seus lares, contribuindo no orçamento doméstico;
·         Incentivar o trabalho em grupo;
·         Trabalhar o auto cuidado e proporcionar um espaço de experimentação de diferentes materiais;
·         Orientação familiar e conscientizá-la quanto às potencialidades e limitações;
·         Realizar visitas aos principais pontos turísticos, comerciais e sociais do Município;
·         Estimular a auto-estima e desenvolver atitudes de cooperação;
·         Estimular o desenvolvimento afetivo e expressão do mesmo;
·         Transmitir sentimentos e emoções com originalidade;
·         Estimular a curiosidade para assuntos novos e a confiança em si;
·         Facilitar o conhecimento do próprio corpo, usar o espaço, trabalhando em seu ritmo natural, expressando-se através da mímica, usar o corpo como instrumento de percussão e expressar-se unindo o gesto à palavra;
·         Incentivar ao exercício da cidadania;
·         Sensibilizar a aceitar e resolver desafios de maneira inteligente, refletindo na sua formação como um ser social, aprendendo outra maneira de perceber e se manifestar no mundo.


v    OFICINA AGRÍCOLA (HORTA / JARDINAGEM)

Atividades específicas em oficina agrícola:

·         Varredura e regar plantas, semear, plantio em jardineira e limpeza de canteiros.
·         Capina manual e trato de vasos ornamentais, aplicação de terra adubada.
·         Colheita de sementes e plantio, preparo de terra adubada, confecção de canteiros, organização de canteiros e manutenção, diferenciar tipos de terra, colheita de verduras, legumes e ervas medicinais.

Materiais:

  • Sementes, terra adubada;
  • Regador, pá e garfo pequeno;
  • Ancinho, enxada;
  • Carrinho de mão;
  • Luvas.

v    OFICINA DE ALIMENTAÇÃO

Atividades alimentares:

·      Confecção de biscoitos (biscoitos doces e salgados);
·      Confecção de bolos (laranja, baunilha, maracujá, chocolate, limão, abacaxi e banana);
·      Salgados (de festas: coxinha, kibe, risole, bolinha de queijo, pastel, croquete de presunto e queijo, empada);
·      Doces de festas (brigadeiro, cajuzinho, doce de coco, olho de sogra).

Materiais:

·         Frutas diversas;
·         Farinha de trigo e manteiga;
·         Ovos, açúcar e maisena;
·         Fermento, sal, azeite, vinagre, extrato de tomate e óleo;
·         Luvas, toucas e máscaras;
·         Panelas, talheres, vasilhas de plástico, colher de pau, facas;

·         Farinha de kibe e rosca, goiabada, canela e cravo;
·         Copos, canecas, xícaras, conchas;
·         Toalha de mesa, panos de prato, toalha descartável;
·         Forma de papel, sopa de cebola, suco de maracujá, ventiladores, açúcar cristal, rolo de pastel;
·         Tábua de carne, temperos, potes descartáveis, sacos descartáveis, assadeiras e formas;
·         Vasilhas plásticas com e sem tampa, prato de papelão e papel rendado;
·         Essência de baunilha.


v    OFICINA DE ARTESANATO

Atividades artesanais:

·           Confecção de máscaras de papel machê;
·           Confecção de bonecos de papel machê;
·           Pintura em bandejas de madeira;
·           Pintura em porta-retrato de madeira;
·           Pintura em caixa porta-jóia de madeira;
·           Confecção de mandalas
·           Confecção de panos de pratos;
·           Confecção de sabonetes;
·           Confecção de caixa de presentes;
·           Confecção de bolsas de palha com fuxico.

Materiais:

·         Bandejas, porta-retrato, caixa porta-jóias em madeira, lixas e tintas de artesanato;
·         Peças de cerâmica, verniz vitral incolor, verniz Parmalac;
·         Cola branca, pincéis, sabonete, cola quente, pistola para cola quente, cola de isopor, flor de massa e rendas;
·         Pano de saco branco, papel crepom e palito de churrasco;
·         Bolas de aniversário, jornal e tesoura;
·         Fita metalóide e fita de tecidos acetinada grossa e fina, palha da costa;
·         Revistas, jornais, massa de correr, detergente, desinfetante, sal;
·         Mesas e 12 cadeiras;
·         Papel corrugado, decalques, bolsa de palha, tecido, agulha, linha, filó, renda sianinha, flor de trigo.

v    OFICINA EXPRESSIVA:

·         Desenho com livre expressão;
·         Pintura em tecido;
·         Pintura em tela;
·         Argila.

Materiais:

·         Tintas guache, tinta artesanal, cola colorida, tinta acrilex, tinta suvinil ¼ ;
·         Lápis, hidrocor, lápis de cor, lápis de cera, canetas bic, marcador de tecido;
·         Papel canson, papel pardo, papel 40kg, cartolina, papel dupla face, papel cartão, papel ofício;
·         Papel camurça, papel silhueta, papel de seda, papel celofane, papel laminado;
·         Tela para quadros e argila;
·         Durex, fita crepe, fita tartan;
·         Anilina e álcool;
·         Pintura a dedo;
·         Tecido e toalha de mão.

v    OFICINA DE AVD E AVP (atividade de vida diária e prática)

ü    AVD:

·         Facilitar a independência nas atividades de vida diária.
·         Higiene corporal, higiene dos alimentos e materiais, higienização das roupas, trabalhar postura correta ao se alimentar, preparar sua alimentação, propiciar a independência no vestir, calçar, maquiar, barbear.

Matérias:

·         Sabonete, pasta de dente, xampu, condicionador, desodorante, perfume, talco;
·         Toalhas de mão, rosto e banho;
·         Sabão, detergente, desinfetante e esponjas;
·         Creme de barbear, barbeador e pincel de barba, lixa de unha, cotonete, esmalte, algodão, tesoura de unha, acetona;
·         Pente, escova, maquiagem, baton;
·         Sabão em pó, sabão de coco.

ü    AVP:

·         Estimular a independência nos recursos da comunidade, ou seja, propiciar conhecimento dos locais da comunidade para a sua maior independência (ida ao supermercado, farmácia, padaria, parque, praia, shopping, órgãos municipais, estaduais e federais).

Materiais:

·         Transporte levar os pacientes e/ou alunos aprendizes e seus familiares aos locais determinados.


IV.3 – Metodologia:

A metodologia a ser usada nesta prática, será com a construção de diversas oficinas prescritas pela Terapia Ocupacional e com o acompanhamento do Serviço Social, norteada através das atividades de vida diária e prática, atividades expressivas, artesanais, agrícolas, lúdicas e socializantes em plena congruência com os objetivos, métodos e técnicas da Terapia Ocupacional e do Serviço Social, vislumbrando a inclusão plena da pessoa portadora de deficiência na família e sociedade.


IV.4 – Coordenação do Projeto e tempo de execução:

O Projeto será coordenado pela Terapia Ocupacional e Psicologia ao qual facilitarão a execução e realização do mesmo, que ocorrerá no período de 12 meses, orientando e estimulando quem os mesmos dêem continuidade às atividades apreendidas em seus lares, como forma de contribuição ao orçamento doméstico.


IV.5 – Público Alvo:
A clientela beneficiada com a execução deste projeto será de 30 portadores de necessidades especiais e seus respectivos familiares utilizando as oficinas propostas e prescritas, como forma de educação profissional, familiar e social.
Os mesmos são portadores de:
·         Deficiência mental e síndromes genéticas;
·         Encefalopatia crônica da infância;
·         Distúrbio de aprendizagem e comportamento;
·         Familiares.


V – Monitoramento e Avaliação

O presente projeto será coordenado e monitorado pelo Terapeuta Ocupacional e Psicólogo, no qual orientarão os artesãos e instrutores na realização das oficinas propostas, que ocorrerão no período de 12 meses. Os pacientes elegíveis nas oficinas propostas inicialmente serão avaliados, durante a realização das mesmas serão acompanhados pelo Terapeuta Ocupacional e Psicólogos e reavaliados ao término das oficinas.

PSICOLOGIA

A proposta terapêutica do setor de Psicologia desenvolverá uma programação voltada para a área emocional, intelectual e social atendendo individualmente ou em grupo crianças, adolescentes e adultos, com o objetivo de promover a melhoria na qualidade de vida, através de atividades favoráveis para uma boa adaptação social e familiar.
O setor ainda terá uma proposta de atuação junto aos adolescentes, onde serão formados grupos, com objetivo de trabalhar questões específicas ligadas a adolescência, puberdade e sexualidade.
I - Atendimento Ambulatorial
Anamnese;
Entrevista preliminar com os responsáveis;
Avaliação;
Realização de exames psicométricos;
Relatório técnico quantitativo e qualitativo que segue o padrão exigido pela instituição;
Relatórios para convênios que segue os padrões exigidos pelos convênios;
Relatório diário e mensal dos pacientes assistidos pelo serviço de psicologia com porcentagens de atendimentos;
Evolução dos pacientes assistidos pelo serviço de Psicologia nos prontuários;
Indicação terapêutica;
Orientação à família;
Atendimento multidisciplinar.
Suporte, orientação e acompanhamento dos pacientes inseridos no mercado de trabalho;
                        O atendimento terapêutico será individual ou em grupo de  adolescentes e adultos e irão ocorrer semanalmente, com sessões de trinta minutos.

II – Atendimento à família
Serão realizados acompanhamentos, orientações e intervenções aos pais ou responsáveis;
Reuniões com os pais ou responsáveis sempre quando se fizer necessário;
Visitas domiciliares quando se fizerem necessárias;

III – Atuação nas escolas públicas, particulares e APAE
Reuniões com a Equipe Pedagógica;
Atendimento em sala de aulae oficina terapêutica, quando se fizer necessário, para melhor elucidação do comportamento dos pacientes em grupo e/ ou observação e orientação;
Reuniões com os professores e Equipe Intermultidisciplinar;
Acompanhamentos dos da APAE, inseridos no ensino regular;
Reuniões com o CAAPE;
Visitas às escolas da Rede Municipal;
Orientação aos professores possibilitando apoio pedagógico e a interação   na tríade professor, aluno e terapeuta; 
Acompanhamento dos Alunos da APAE no processo de inclusão escolar;
Acompanhamentos dos atletas em viagens para competições, quando se fizer necessário.

IV – Equipe Intermultidisciplinar 
Estudos de casos;
Grupos de estudos;
Atendimento  interdisciplinar;
Reuniões de equipe;

V- Reavaliações e encaminhamentos
Serão realizadas reavaliações quando se fizerem necessário
Os encaminhamentos para avaliação de pacientes serão indicados quando se fizerem necessários para melhor elucidação diagnóstica.         

VI – Aprimoramentos Profissionais
Participação em Congressos, Simpósios, Seminários, Palestras, Cursos  diversos, jornadas Científicas e Conferências.

VII – Eventos
Participação em eventos realizados pela Instituição (calendário interno: dia dos pais, datas comemorativas, semana do portador de necessidades especiais, etc.);
Eventos promovidos pelo Município de Armação dos Búzios e outros;

VIII – Parcerias
Reuniões com a equipe de saúde da secretaria de saúde do município, visando o esclarecimento de diagnósticos e suporte ao tratamento quando  indicado.

IX – Outros
Suporte, orientação e acompanhamento junto aos profissionais da área de educação física dos pacientes inseridos na prática esportiva e os devidos encaminhamentos.


Cronograma das atividades acoplado as atividades da oficina pedagógica de educação Profissional


3.2. Educação Física
INTRODUÇÃO
O Projeto de trabalho de Educação Física no desporto e lazer estará voltado para o desenvolvimento dos alunos e melhorar a qualidade de vida dos mesmos além da manutenção e continuidade das equipes desportivas da instituição. A atividade buscará um desenvolvimento integral nos aspectos: motor, cognitivo, afetivo, moral e social e melhoria da qualidade de vida especificamente relacionando alimentação e prática da atividade.
Esta proposta envolverá todos os alunos deficientes inseridos ou não na escola.
As ações serão desenvolvidas através de projetos de trabalho que contemplarão várias atividades com apoio de outros profissionais e técnicos.
As atividades incluíram passeios, festivais, torneios, eventos desportivos, olimpíadas e toda comunidade e as escolas comuns e outras instituições de educação ou não.
Esta proposta vem oferecer situações de ensino e aprendizagem para garantir aos alunos, acesso a conhecimentos práticos e conceituais, oportunizando a todos independentes de suas condições biopsicosociais, o desenvolvimento de suas potencialidades de forma democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como seres humanos.
As atividades citadas acima estarão sendo organizadas e estruturadas com base nas Propostas Orientadoras das Ações da Coordenação de Educação Física Esporte e Lazer da Federação Estadual das APAES do estado do Rio de Janeiro.
     

SUB-PROJETOS

1.      Natação/Hidroginástica
2.      Atletismo
3.      Futsal/Futebol de Campo/Vôlei Adaptado/Basquete/Handebol
4.      Jogos de Salão: Dama/Dominó/Tênis de Mesa
5.      Qualidade de Vida

JUSTIFICATIVA

1.      Natação /Hidroginástica

      Será realizado um trabalho que vise à redução de alunos obesos, estressados, depressivos, com hipertensão arterial e alunos mais comprometidos.
      É a atividade física mais completa, pois envolve o aparelho respiratório, circulatório, muscular, enfim, trabalha-se todo corpo ao mesmo tempo.
      A natação melhora a psicomotricidade por ser a água um elemento facilitador na
descoberta do corpo em ação. No caso do aluno alérgico, com tendências à bronquite ou rinite, a natação é altamente recomendada, pois ensinará a ele respirar melhor e desenvolver o tônus muscular.
      Além disso, a natação estimula o desenvolvimento neurológico do aluno, a coordenação motora, fortalece sua autoconfiança, consome muita energia e, como conseqüência, abre o apetite e proporciona um sono mais leve, além de ser uma ótima opção de lazer para pais e filhos.
O exercício realizado dentro da água traz muitos benefícios, como por exemplo, a redução de impacto em 90%, já que a água nos deixa mais leves, o que é muito interessante, pois minimiza o impacto das articulações e evita lesões principalmente dos alunos obesos.
Desta forma, a atividade que provoca prazer, satisfação, liberação de sensações e emoções positivas, pode representar um forte diferencial nas experiências vivenciadas em meio liquido, assim como, um fator catalisador de estilos de vida ativos e saudáveis.

2.      Atletismo

É uma atividade necessária, que visa a socialização, a tolerância, a frustração (derrota,espírito competitivo), a atividade física auxiliando na prevenção de doenças e melhoria na qualidade de vida física e intelectual.

3.      Futsal/Futebol de Campo/Vôlei Adaptado/Basquete/Handebol

Estas modalidades esportivas possibilitam aos alunos colocar suas potencialidades
através de suas habilidades motoras e intelectuais vivenciando dentro do grupo as diversas situações que apresentam momentos de vitórias e derrotas, construindo o saber lidar com suas conquistas e fracassos.
A competição dentro da vida do ser humano é de fundamental importância desde que o professor se posicione de forma que isso não seja regra e não decepcione o aluno quando perder algum jogo.

4.      Jogos de Salão: Dama/Dominó/Tênis de Mesa

Afim de que possamos oportunizar uma diversidade de experiências para nosso educando, precisamos  manter formas de aprendizagens que predisponha o aluno à curiosidade e à construção de idéias, a fim de explorar ao máximo seu potencial.

5.      Qualidade de Vida

Qualidade de vida é um tema que tem sido discutido por estudiosos de diferentes áreas do conhecimento e veiculada pelos meios de comunicação como tópico crucial para a vida das pessoas. Buscar uma melhor qualidade de vida tem sido meta constante em empresas, escolas e na vida familiar. O avanço tecnológico e a mudança de hábitos trouxeram agilidade e transformação na forma de se relacionar dos seres humanos.               Algumas vezes, as mudanças geraram melhoria na forma de fazer as coisas, mas em outros aspectos os indivíduos se sentem atropelados pelos eventos e desrespeitados enquanto seres humanos. Sendo assim, as ciências humanas e da saúde têm se mostrado atentas à valorização da vida de forma mais ampla e efetiva, se preocupando com o aumento da expectativa de vida, bem como com a melhoria da qualidade de vida e o nível de satisfação das pessoas.

OBJETIVO GERAL

      Desenvolver através da pratica dos diferentes esportes a maior integração dos alunos, proporcionando-lhe saúde, aperfeiçoamento de habilidades e formação de cidadãos a nível competitivo.
      Trabalhar em equipe, colaborando com os colegas, respeitando os adversários, sabendo ganhar e perder. Proporcionar saúde mental, equilíbrio emocional com exercícios específicos, benefícios fisiológicos mediante ao treinamento desportivo.
      Aplicar fundamentos para aprendizagem do esporte, seguido das atividades seqüenciais tendo como resultado a melhor integração durante os jogos ou competições entre as entidades.
      Oferecer uma seqüência adequada e padronizada para a execução dos movimentos.
      Favorecer o desenvolvimento global da pessoa com deficiência intelectual e sua
integração na sociedade através de uma prática esportiva adequada às suas necessidades
especiais.
      Estimular a participação de alunos, professores, diretores e famílias;
      Proporcionar atividades que contribuam para o desenvolvimento psicomotor dos alunos.
      Favorecer aos alunos a aquisição de experiências que venham enriquecer seus conhecimentos e facilitar a sua relação com o meio, desta forma contribuir para o exercício de sua cidadania;
      Propiciar o intercâmbio técnico e de gestão entre professores e diretores, visando a
valorização da educação física das instituições.
      Treinamento constante, dentro das aulas de Educação Física ou em horário próprio,
com o objetivo de preparar os alunos para participações em Torneios / Campeonatos.
Evidenciar os aprendizados e suas habilidades perante aos atletas com a mesma deficiência e também a sua performance;
      Vivenciar a possibilidade de uma melhor qualidade de vida e o direito a participar em eventos esportivos de médio e alto rendimento.

OBJETIVO ESPECIFICO

1.      Natação / hidroginástica

- Adaptar-se ao meio liquido;
- Ajudar a evitar a depressão e o stress;
- Aumentar a capacidade pulmonar;
- Aumentar a eficiência dos grupos musculares e reduzir o risco de dores;
- Auxiliar na diminuição da gordura corporal, triglicérides e LDL;
- Auxiliar no aumento da auto-estima, HDL e massa óssea;
- Auxiliar no controle da pressão arterial;
- Conhecer fundamentos dos nados (crawl, costas, peito e borboleta);
- Conhecer melhor o aluno, e ajudá-la, se necessário, a resolver problemas particulares em seu meio familiar e social, e favorecer aos pais “a segurança”. Aprender a nadar cedo, de forma autônoma, é uma prevenção vital na vida diária e, principalmente, em período de férias;
- Criar hábitos de pratica regular, permite desenvolver todos os mecanismo fisiológicos: a capacidade pulmonar e o sistema cardiovascular;
- Desenvolver as capacidades de familiarizar-se com o próprio corpo;
- Deslocar-se progressivamente no espaço desenvolvendo atitudes de confiança nas próprias capacidades motora;
- Deslocar-se sobre a água de maneira segura, correta e prazerosa;
- Diminuir a tensão;
- Estimular de forma lúdica o desenvolvimento integral do aluno;
- Explorar diferentes movimentos dentro da água através do lúdico;
- Ficar submerso realizando apnéia;
- Identificar e acompanhar os diferentes ritmos;
- Interagir com diferentes grupos reconhecendo e respeitando as regras;
- Levar ao aluno a adquirir noções e controle no meio líquido;
- Levar o aluno ao conhecimento de regras para que adquira técnica esportiva;
- Melhorar a postura;
- Melhorar as capacidades físicas; equilíbrio, coordenação motora, noção espacial e temporal e consciência corporal;
- Promover a manutenção e aprimoramento da saúde, cujos benefícios aumentam o fluxo sangüíneo;
- Proporcionar momentos de lazer e descontração;
- Realizar flutuação dorsal e frontal;
- Relaxar a musculatura;
- Trabalhar saída da borda em mergulho;
- Estimular a socialização;
- Tonificar a musculatura corporal;
- Prevenir contra problemas futuros como:
a)Desvios de coluna ,
b)Defeito dos pés
c)Problemas de circulação
d)Bronquite

2.      Atletismo

- Conhecer as regras oficiais do Atletismo;
- Conhecer técnicas e táticas das modalidades do atletismo;
- Desenvolver as qualidades físicas e técnicas através de atividades ligadas ao atletismo;
- Desenvolver o aumento da resistência e a melhora das funções cardiovasculares;
- Desenvolvimento de potências físicas que o próprio aluno desconhecia;
- Favorecer o espírito de companheirismo e a autoconfiança;
- Adquirir a habilidade básica, conduta social adequada, e o conhecimento funcional das regras que o capacite para participar com êxito nos eventos de pista e campo;
- Melhorar o condicionamento físico dos alunos na pratica das demais modalidades;
- Propiciar a manutenção das qualidades psicomotoras e as habilidades motoras básicas;
- Vir a participar de competições e festivais desta modalidade;
- Vir a praticar satisfatoriamente o atletismo, desenvolvendo os fundamentos básicos.

3.      Futsal / Futebol de Campo/Vôlei Adaptado/ Basquete /Handebol

- Adquirir habilidades básicas, comportamento social apropriado, conhecimento funcional dos regulamentos que capacitem para participar com êxito no jogo regular ou modificado;
- Conhecer as regras da Modalidade a ser trabalhada;
- Desenvolver as qualidades físicas básicas, através dos treinamentos físicos, técnicos e táticos;
- Desenvolver o espírito de equipe, o trabalho em grupo, e a autoconfiança;
- Levar o aluno a conhecer as regras do jogo como: dimensões da quadra: marcação da
quadra; área de meta; penalidade máxima; tiro livre sem barreira; zona de substituições de atletas; punição; equipamentos; arbitragem; duração da partida; bola em jogo e fora do jogo; bola de saída; contagem de tentos; faltas e incorreções (faltas técnicas, pessoais e disciplinares); tiros livres; faltas cumulativas; arremesso lateral e sua penalidade; arremesso de meta e sua penalidade, saques, bloqueios , rodízios, arremessos, sistema de jogo;
- Obter as técnicas do jogo, marcar jogos contra equipes locais, aperfeiçoar conhecimentos;
- Vir a jogar satisfatoriamente, desenvolvendo os fundamentos básicos do esporte.

4.      Jogos de Salão: Dama/Dominó/Tênis de mesa

- Conhecer as regras de iniciação e aperfeiçoamento de cada modalidade;
- Desenvolver a auto-estima;
- Desenvolver a competitividade;
- Desenvolver o aluno a destreza, a flexibilidade e a agilidade;
- Levar o aluno a desenvolver a coordenação olho-mão;
- Obter as técnicas, conhecer regras, marcar jogos contra equipes, aperfeiçoar conhecimentos.

5.      Qualidade de Vida

- Alongar os músculos de membros inferiores e superiores;
- Combater as cardiopatias;
- Desenvolver a resistência do coração e pulmões;
- Desenvolver a resistência do coração e pulmões; Prevenir doenças relacionadas à obesidade; Ter a adaptação do organismo à situação de esforço; Fortalecer os ossos; tonificar os músculos; combater as cardiopatias; melhorar a qualidade de vida; Queimar entre 80 a 100 kcal, pretendendo atingir no decorrer do programa a 300 kcal por sessão;
- Fortalecer diversos grupos musculares; reduzir o peso; combater problemas de ordem
fisiológicos e posturais devido ao excesso de peso; elevar a auto-estima ( fator visual);
- Fortalecer os ossos;
- Levantar dados: altura, peso, I.M.C., pressão arterial;
- Melhorar a qualidade de vida;
- Prevenir doenças relacionadas à obesidade;
- Ter a adaptação do organismo à situação de esforço;
- Tonificar os músculos;
Caminhar: As atividades de natureza aeróbia realizadas com freqüência acionam o
metabolismo das fontes energéticas representadas pelas reservas de gordura da própria pessoa, pois, melhoram o sistema circulatório, músculo esquelético e também aumentam a capacidade cardiovascular.


METODOLOGIA

      Os projetos serão desenvolvidos com os alunos da oficina terapêutica e alguns alunos selecionados posteriormente da escola. Todas atividades serão desenvolvidas com fundamentações pedagógicas, terapêuticas e esportivas, contemplando assim as três áreas de atuação da instituição. Certos de que o sucesso das equipes desportivas depende da união de todos os setores da instituição o desenvolvimento das atividades do setor de esportes será realizado com o auxílio de todos os funcionários da instituição desde a cozinheira até a presidente.  Abaixo segue a relação de ações para a realização do projeto:

- Trabalhar as regras de cada modalidade especifica,
- Utilização nos treinos e jogos dos equipamentos de cada esporte,
- Desenvolver atividades com a intenção de trabalhar as modalidades existentes nos jogos olímpicos,
- Jogos adaptados,
- Competição individual e em grupo:
- Proporcionar programas, que possibilitem a oportunidade dos alunos demonstrarem suas potencialidades, através de atividades lúdicas.
- Desenvolver práticas esportivas adequadas as suas necessidades especiais, visando
competições locais, regionais, nacionais e até internacionais.
- Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminação por características físicas, sexuais ou sociais;
- Adotar dentro das atividades práticas da cultura corporal de movimento atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade, repudiando qualquer espécie de violência,
- Reconhecer-se como elemento integrante ao ambiente, adotando hábitos saudáveis de
higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando melhoria da saúde coletiva;
- Solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando e dosando o espaço em um nível compatível com as possibilidades, considerando que o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das competências corporais decorrem de perseverança e regularidade que devem ocorrer de modo saudável e equilibrado;
- Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e desempenho que existem nos
diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são
produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o consumismo e o preconceito;
- Desempenhar de forma mais consciente sua motricidade por meio de uma imagem
antecipatória dos movimentos em seqüência;
- Possibilitar através da pratica a aquisição inteligente de técnicas;
- Combinar movimentos fundamentais, melhorando a qualidade de execução;
- Desenvolvimento das aulas de Coordenação permitindo aumentar a capacidade de atenção e memória, e a ampliação das atividades cognitivas motoras;
- Dentro das aulas possibilitar o aluno a ter o domínio, interesse, criatividade e sociabilidade;
- Participação em diversos jogos, respeitando as regras e não discriminando os colegas;
- Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como reivindicar locais adequados para promoção de atividades corporais e de lazer, reconhecendo-as como uma necessidade do ser humano e um direito do cidadão em busca de uma melhor qualidade de vida;
- Trabalhar e treinar modalidades esportivas diferenciadas;
- Trabalhar normas através das atividades físicas;
- Desenvolver método de condicionamento físico;
- Preparar fisicamente os alunos para a pratica;
- Socializar os alunos através das atividades esportivas;

CULMINÂNCIA
- Desfiles Cívicos
- Circuitos;
- Festivais;
- Campeonatos;
- Torneios;
- Encontros;
- Olimpíadas;
- Gincanas: Sociais, Recreativas e Esportivas.
- Passeios;
- Reuniões técnicas e pedagógicas;
- Dias comemorativos (dia do desafio, dia do profissional de Educação Física, semana da criança, etc);
- Confraternização e Inclusão com as Escolas Regulares.
Professor Fábio Gonçalves – CREF 017340 G/RJ

08 – DIRETRIZES METODOLÓGICAS GERAIS
1 – Orientações para o Desenvolvimento dos Conteúdos:
Considerando-se as características peculiares da pessoa com deficiência, os cursos serão desenvolvidos de acordo com o tempo de resposta, exigindo acompanhamento personalizado por parte dos educadores.
O processo educativo obedecerá a lógica do conhecimento significativo e não da produção, com vistas a preparação dessas pessoas para o uso pleno de sua cidadania.
Na fase de planejamento de ensino, os educadores estabelecerão recursos e meios para que o conhecimento possa, sempre que possível, ser trabalhado em parcerias, de modo interdisciplinar e integrado.
Os conteúdos teóricos das Habilidades Básicas e de Gestão deverão representar sempre o universo da Habilidade Específica ensinada (profissão) para que o conhecimento adquirido enriqueça a percepção da habilidade profissional em desenvolvimento nas aulas práticas.
Os educadores desenvolverão seus planos de ensino utilizando-se de estratégias variadas, com foco na instrução e acompanhamento individual dos alunos.
Será oferecida aos educadores capacitação inicial nas diversas fases de Planejamento de Ensino e serão acompanhados sistematicamente, no desenvolvimento curricular, garantindo-se o nível desejado de qualidade, atualização e bom desempenho.
2 – Estágio
Os alunos, matriculados nos cursos Profissionalizantes, deverão realizar estágio na comunidade, segundo o disposto na Lei nº 8859/94, para ampliação dos seus conhecimentos.
3- Recursos Humanos
- Educação
* Coordenador Pedagógico
* Professores com Pedagogia e Habilitação e/ou Especialização na área Profissionalizante
* Professores especialistas de Educação Física, Informática e Arte
01 artesãos autônomos 20 horas
01 instrutor de cozinha 8 horas
01 instrutor de pintura 8 horas
01 instrutor agrícola 8 horas

- Apoio Educacional
* Instrutor 40 horas

- Saúde
* Psicólogo,
Educador Físico e Terapeuta Ocupacional
Encaminhamento a rede publica e/ou APAE
* Fonoaudiólogo
* Médico (diferentes especialidades) –
* Fisioterapeuta
* Assistente Social

09 – AMBIENTES DE ENSINO (ESTRUTURA FÍSICA):
Para cada tipo de profissão a ser ensinada serão feitos os arranjos necessários, com os devidos layouts das oficinas, bem como discriminados e adquiridos os equipamentos necessários aos ambientes pedagógicos, laboratórios e outros.Ou Terceirização do serviço de oficina.
10– SISTEMA DE AVALIAÇÃO
A avaliação do aluno deverá ser contínua, por meio de:
* Avaliação educacional individual, que contemple informações de natureza física, psíquica, sócio-afetiva e psicomotora, além de enfatizar o aspecto funcional e habilidades do aluno.
* Verificação das habilidades constadas no Plano de Ensino Individualizado;
* Auto-avaliação (aluno);
* Avaliação pela família;
* Observações do desempenho nas atividades realizadas, utilizando os seguintes instrumentos de registro: portifólio, boletim e relatório de progresso pedagógico.
Na aquisição das Habilidades Específicas a recuperação será imediata, logo após a verificação de desempenho do aluno em cada operação.
11 – CERTIFICAÇÃO
Os alunos matriculados terão obrigatoriedade de freqüência nos dias letivos, seguindo o calendário escolar. A freqüência é registrada em caderneta, devendo ser igual ou superior a 75% da carga horária prevista para o Curso, para a certificação.
Serão consideradas faltas justificadas aquelas por motivo de saúde, mediante apresentação de atestado médico, contudo a falta continua apontada


Cadastre seu E-mail!